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Outubro Rosa por Dr. Sérgio Bruno Barbosa

 OUTUBRO ROSA: Alerta que salva vidas!

Apenas 10% dos casos de câncer de mama são ligados à hereditariedade

Outubro é o mês oficial do movimento mundial de mobilização pela detecção precoce do câncer de mama. Para se ter uma ideia da relevância dessa mobilização, apenas em Piracicaba são diagnosticados, aproximadamente, 450 novos casos ao ano, segundo dados apontados pelo médico Sérgio Bruno Barbosa (CRM 53.346), mastologista titulado pela Sociedade Brasileira de Mastologia e diretor do IMP (Instituto de Mama de Piracicaba).

Segundo dados INCA (Instituto Nacional de Câncer), no Brasil foram identificados 57.960 casos novos em 2016 e 14.388 mortes devido à doença. A incidência está aumentando nos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Para falar mais sobre o assunto, a Farmácia Biotipo conversou com o médico Sérgio Bruno, grande referência em Piracicaba e região.

1 – O Outubro Rosa é um movimento mundial de mobilização pela detecção precoce do câncer de mama. O senhor acha a ação efetiva? Qual é a importância da iniciativa e o que poderia ser feito para sensibilizar ainda mais as pessoas em torno desse assunto?


Outubro Rosa nasceu em 1990, a partir de uma iniciativa da Fundação Susan G. Komen, em 1990, que promoveu uma corrida em NYC, com mulheres usando um laço cor de rosa e chamando a atenção para a necessidade de prevenção do câncer de mama. Hoje, o movimento faz parte do calendário mundial em saúde preventiva!

A ação é muito efetiva no sentido de conscientização da população feminina de que o câncer de mama tem cura quando diagnosticado precocemente.

Precisamos aumentar a taxa de cobertura de mulheres que se submetem anualmente a mamografia, que hoje é de 30% no Brasil, como um todo. A recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) é de 70% de cobertura nas mulheres acima de 40 anos. É lógico que essa taxa varia nas diversas regiões do país. Infelizmente temos uma concentração de aparelhos de mamografia nas regiões Sudeste e Sul.

A campanha chama a atenção para o problema e esperamos, com isso, conscientizar as mulheres da necessidade de procurarem o especialista, não apenas nas campanhas, mas durante todo o ano e principalmente quando surgir algo diferente. 

2 – O que causa o câncer de mama?

O câncer de mama é multifatorial. Decorre de hábitos alimentares, estilo de vida e uso de substâncias hormonais. Sabemos que sobrepeso, ingestão de gordura animal em excesso, tabagismo e ingestão de bebidas alcoólicas são fatores de risco. Sedentarismo e estresse emocional constante também são. O uso indiscriminado de hormônios estrogênicos, sem supervisão médica adequada também contribuem para o aumento da proliferação celular e, consequentemente, aumento da possibilidade de desenvolvimento do câncer. Apenas 10% são ligados à hereditariedade, mas, os casos de antecedentes familiares com câncer de mama devem ser devidamente estudados, avaliados os riscos e, quando indicados, realizar os testes genéticos para análise das mutações. Em caso positivo oferecemos para a paciente medidas preventivas como mastectomia profilática ou hormonioterapia com anti-estrogênios, ou controle efetivo a cada seis meses naquelas que não queiram se submeter a esses procedimentos. 

3 – Como é o tratamento de câncer de mama?


O tratamento do câncer de mama tem abordagem multidisciplinar, normalmente com cirurgia, radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia. Houve um avanço muito grande em todas as fases do tratamento. As cirurgias estão cada vez mais conservadoras, com preservação da mama e biópsia do linfonodo, sentinela da axila por meio de medicina nuclear e biópsia de congelação, que permitem preservar a axila em grande número de casos, evitando com isso o linfedema do braço. Técnicas de oncoplastica estão cada vez mais desenvolvidas, com diversas técnicas de reconstrução imediata da mama, após mastectomia, quando necessária.

Outra revolução foi o avanço das drogas quimioterápicas, com a terapia alvo-dirigida, com anticorpos monoclonais, que matam as células tumorais sem causar danos nas células normais da paciente (efeito comum na quimioterapia convencional).

Por último, depois o tratamento pode continuar com a hormonioterapia durante 10 anos, para diminuir as chances de recidivas.

Avançamos muito no tratamento, mas o diagnóstico precoce ainda é o principal fator impactante na taxa de cura, que está diretamente relacionada com o estágio em que a doença foi diagnosticada. O câncer de mama tem cura, quando diagnosticado nos estágios iniciais. Daí a importância do rastreamento, da mamografia em mulheres assintomáticas. Só assim venceremos essa doença! 

4 – Qual é a idade em que a mulher deve fazer a primeira mamografia?


A mulher deve fazer mamografia, anualmente, a partir dos 40 anos, ou dos 35 anos, caso tenha antecedente familiar com câncer de mama. Em mulheres mais jovens, com mamas densas, a ultrassonografia é de grande valor. A ressonância magnética das mamas (RNM), em casos selecionados. 

5 – É possível realizar os exames e diagnosticar o câncer em pacientes que têm prótese nos seios?


A prótese mamária não atrapalha o diagnóstico. Temos manobras especiais na mamografia como a Eklund, que permite uma boa visualização mesmo com prótese. Além disso, a RNM ajuda bastante nesses casos. 

6 – Quais mudanças de hábito de vida (inclusive alimentares) podem diminuir a chance de desenvolvimento do câncer de mama?

Quando falamos em prevenção temos a primária e a secundária. Essa última é o diagnóstico precoce: fazer auto-palpação das mamas mensalmente, logo após a menstruação (naquelas que menstruam), ou num dia específico do mês naquelas menopausadas; visitar o mastologista anualmente, ou ao primeiro sinal de anormalidade; não ter medo do diagnóstico. Muitas mulheres sabem que estão com um problema no seio e ficam protelando a consulta por medo de receber um diagnóstico definitivo de câncer. Precisamos desmistificar essa palavra câncer - ele é curável quando diagnosticado no início. Acho muito importante salientarmos isso. Nesses 30 anos de atuação na mastologia, em diversas ocasiões constatei que o medo do diagnóstico atrasou a vinda da paciente ao consultório, infelizmente!

Quanto à prevenção primária, são todas as medidas que podemos tomar para evitar que a doença ocorra! Agir antes que aconteça!

Aqui costumo dividir em três tipos de cuidados:
- Cuidados Com o Corpo: Mantê-lo saudável, por meio de boa alimentação, muitas frutas, legumes, vitaminas, não deixando faltar nutrientes importantes. Evitando excessos como álcool e carboidratos, radicais livres. Controle do peso evitando obesidade, esteatose hepática (gordura no fígado). Praticar exercícios físicos regularmente para manter a forma, liberar neurotransmissores e ajudar na autoestima.
- Cuidados Com a Mente: Praticar alguma forma de relaxamento, fixar-se no “mindfullness”, atenção plena no aqui e agora, no presente. Evitar ficar remoendo mágoas e rancores do passado ou focar no futuro com medos e ansiedades em relação a tudo.
- Cuidados Com a Espiritualidade: Praticar a Fé! Acreditar em algo superior, ou mesmo em você mesma. Acreditar na felicidade!

Em todos esses anos lidando com o câncer, não tenho dúvidas de que a melhor forma de evitá-lo é com equilíbrio! Equilíbrio entre corpo-mente- espírito!

7 – Quais são as chances de cura de câncer de mama?

O câncer de mama é curável em 95% se diagnosticado precocemente no estágio I e vai caindo nos mais avançados. Daí a importância do diagnóstico precoce!

16/10/2017 Biotipo Nenhum Comentário   41

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