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O que você precisa saber sobre a febre amarela

Assunto do momento, a febre amarela ainda gera muitas dúvidas entre as pessoas, especialmente, pela falta de informação e pelo avanço da doença.

De acordo o boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, dia 21 de fevereiro, são 545 casos e 164 mortes pela doença de julho do ano passado até o momento. Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro são os Estados mais afetados.

Para sanar as principais dúvidas sobre o assunto, a Farmácia Biotipo conversou com o médico Paulo Tadeu Falanghe, que além de pediatra, é diretor da Clínica de Vacinação CdVac. Confira! 

1 – Qual é a origem do vírus da febre amarela? O que fez ele avançar pelo país? O que causou esse surto?
R: O registro da febre amarela no Brasil data dos anos 1600, sendo que os vírus causadores da doença vieram da África, através dos navios negreiros. Já existiram vários surtos no país, sendo que o atual é do tipo febre amarela silvestre. Muito provavelmente, os desmatamentos, as migrações populacionais, as alterações climáticas, os desastres ambientais, entre outros fatores, possam estar envolvidos no aparecimento do surto atual. Sabe-se que este atual surto se iniciou em Roraima e sua maior incidência é na região Sudeste do país.

2 – Como a febre amarela é transmitida? Quanto tempo leva entre a picada e o surgimento dos sintomas? Quais são os sintomas?
R: O vírus é transmitido ao homem pela picada do mosquito infectado (espécies Aedes ou Haemagogus). A febre amarela apresenta dois tipos distintos, silvestre (atual) e urbano (último relato data de 1942). (O tipo silvestre é transmitido pelo mosquito Haemagogus e a forma urbana, pelo mosquito Aedes, o mesmo da Dengue, Zika e Chikungunia). No tipo silvestre ocorre a transmissão do vírus entre macacos e mosquitos encontrados nas florestas tropicais. Os mosquitos adquirem o vírus ao picar macacos infectados e transmitem a humanos que entram nestas regiões de mata ou florestas. O homem é um hospedeiro acidental. Já na febre amarela urbana o único reservatório é o homem. Após a picada de mosquito infectado, mais da metade dos casos não apresentam manifestações clínicas e outros apresentam manifestações graves e letais. O período de incubação é de 3 a 6 dias. Nesta situação de manifestação da doença, podem ocorrer 3 fases após a incubação – infecção, remissão e tóxica. Na primeira fase, há o aparecimento de sinais inespecíficos, como febre, mal-estar geral, cefaléia, vômitos, entre outros, durando aproximadamente 3 a 5 dias. A maioria destes pacientes apresenta regressão dos sintomas e se recupera desta fase (remissão). Aproximadamente 15% dos casos, evolui para a fase tóxica, a mais grave, com acometimento de órgãos como rim e fígado, retorno da febre, icterícia (o que dá o nome da febre amarela), graves distúrbios metabólicos e de coagulação, sendo que de 20 a 50% destes pacientes apresentam evolução letal para a morte.

3 – Quem deve se vacinar? Quem não pode ser vacinado?
R: A vacinação é indicada para pessoas dos 9 meses aos 60 anos de idade que residem em áreas de risco para a febre amarela ou que se deslocam para áreas com transmissão ativa de febre amarela, conforme recomendação do Ministério da Saúde. É contraindicada a vacina para crianças menores de 6 meses, pessoas com imunodeficiências ou tratamento que ocasionem a mesma, pessoas com tratamentos com determinadas drogas e transplantados, em conformidade com protocolos do Ministério da Saúde. Também se contraindica a vacina para pessoas com reação de hipersensibilidade grave ou doença neurológica após dose prévia da vacina.

4 – Os casos de febre amarela sempre evoluem para o estágio mais grave? Quando isso acontece?
R: Estima-se que quadros assintomáticos ocorram em aproximadamente metade dos casos infectados. Desta outra metade que apresenta sintomas, aproximadamente 15% evolui para as formas graves da doença, cuja letalidade atinge níveis de 50%.

5 – Por que os idosos precisam ser avaliados antes de receber a vacina?
R: Pessoas acima de 60 anos podem apresentar características de diminuição se seu sistema imunológico, o que por si poderia contraindicar a vacinação. Pessoas neste grupo etário e que de fato necessitem receber a vacina, deverão ser avaliadas por um profissional de saúde antes de receber a vacina da febre amarela. Também gestantes em qualquer idade gestacional e mulheres amamentando crianças menores de 6 meses, só devem ser vacinadas se residirem em local próximo onde há ocorrência de circulação do vírus. No caso de mães que amamentam, deve ser suspensa a amamentação por 10 dias após a vacinação.

6 – De maneira geral, ainda há pouca adesão à vacina da febre amarela? Por que isso ocorre? A vacina é eficaz? Ela pode causar a morte?

R: Pode ser considerada uma vacina segura, com proteção de 95% de proteção contra a febre amarela das pessoas vacinadas. Como a vacina é antiga, remonta à década de 30, tem alguma possibilidade de efeitos adversos leves, que não ultrapassam a 5% dos casos que recebem vacinas. A possibilidade de casos graves pela vacina da febre amarela não ultrapassa 1 para cada 400.000 doses aplicadas, sendo que muitos destes casos são mais passiveis de ocorrer quando não se respeita de forma rigorosa as recomendações e contraindicações do uso desta vacina. A falta de esclarecimento adequado, indubitavelmente, fomenta o medo da vacina da febre amarela e sua consequente menor adesão.


7 – Quem já tomou a vacina alguma vez na vida precisa se imunizar novamente?
R: De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde, as pessoas que já receberam uma dose de vacina anteriormente são consideradas vacinadas, não havendo necessidade de novas doses da vacina. 

12/03/2018 Biotipo Nenhum Comentário   245

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