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Síndrome do Intestino Irritável

1) O que é Síndrome do Intestino Irritável? Quais são as causas desse problema?

A síndrome do intestino irritável é uma doença funcional crônica, cujo sintoma primordial é a dor abdominal recorrente. Muitas vezes os sintomas são diários e trazem prejuízo na qualidade de vida dos pacientes, muitos gastos financeiros com medicamentos, tratamentos, exames, etc. É uma doença benigna, que não evolui para câncer por exemplo, não leva a perdas funcionais de órgãos. Os sintomas podem se iniciar em qualquer idade, sendo mais comum entre 15 e 65 anos. Cursam com períodos de melhora e piora, de duração variável, muitas vezes meses até muitos anos. Tem muita associação com outras doenças funcionais sistêmicas, tais como fibromialgia, síndrome da fadiga crônica e cistite intersticial. Além de doenças funcionais do próprio trato gastrointestinal, tais como constipação crônica, dispepsia funcional e é bem comum a concomitância com a doença do refluxo gastroesofágico, doença orgânica muito prevalente.

As causas do problema ainda não estão devidamente esclarecidas, mas estudos apontam que desordens inflamatórias discretas subjacentes a mucosa intestinal e uma desregulação do eixo neuronal cérebro-intestino estejam envolvidas no processo da doença. É muito comum pacientes desenvolverem SII após uma diarreia infecciosa mais intensa, principalmente se o paciente for mulher, jovem e estiver passando por forte estresse emocional durante o período da gastroenterocolite aguda.

Há uma série de fatores de risco que merecem destaque: mulheres, abaixo de 50 anos, baixa qualidade de vida, amamentação em tempo menor que 6meses, história de abuso sexual na infância, ansiedade, depressão, uso de antibióticos principalmente nos primeiros 3anos de vida, baixo nível de exercícios físicos, qualidade ruim do sono, alimentos muito condimentados, trabalho fora do horário normal.

2) Como a SII é diagnosticada? Quais são os sintomas?

A SII é diagnosticada através da anamnese. Por vezes são necessários exames complementares para descartar alguma outra doença de acordo com dados da história clínica que são considerados sintomas ou sinais de alerta, tais como sangramento nas fezes, emagrecimento, sintomas que acordam o paciente, antecedentes familiares de câncer na família, massas palpadas no abdome durante o exame físico, e outros.

O diagnóstico é feito quando preenchemos os critérios estabelecidos pelo último consenso, Roma IV – 2016: dor abdominal recorrente, pelo menos 1x/semana seguida de pelo menos dois dos seguintes critérios: - dor relacionada com a evacuação; -alteração da forma das fezes; - alteração da frequência das evacuações. Estes sintomas devem ter se iniciado há pelo menos 6meses e necessariamente estar presentes 1x/semana nos últimos 3meses.

O sintoma primordial é a dor abdominal, de qualquer localização, sendo mais comum no quadrante inferior esquerdo, geralmente em cólica que alivia com a evacuação. Pode estar associada a distensão abdominal, flatulência excessiva, saída de muco nas fezes, alterações do hábito intestinal que podem ir de diarreia crônica a obstipação crônica, ou hábito que alterna os dois tipos.
 

3) É possível ter qualidade de vida com a SII? Quais são os cuidados que as pessoas com a síndrome devem tomar? Existe alguma indicação de alimentação? Atividades físicas? Medicação?

É possível ter qualidade de vida sim com a SII. Primeiro fator importante para melhora sintomática desses pacientes é a compreensão do diagnóstico. Tranquilizar o paciente é algo essencial para melhora clínica, evitar exames e riscos desnecessários. Neste tipo de doença é muito comum pacientes virem a uma consulta com repetidos exames sem alterações relevantes e feitos de uma maneira irracional. Não se trata de doença grave, que evolui para o câncer, por exemplo. Não leva à morte ou perdas de função de órgãos ao longo da vida. A doença se comporta de forma recorrente ao longo de toda vida, sendo imprevisível o momento de retorno dos sintomas.

Com relação a alimentos, há com muita frequência condições associadas que necessitam ser avaliadas como, por exemplo, a intolerância a lactose, a frutose, ao sorbitol, sensibilidade ao trigo e outras. Existe um conjunto de alimentos que naturalmente o ser humano apresenta uma dificuldade de digerir, são conhecidos pelo acrônimo FODMAPS. Termo em inglês: Fermentáveis, Oligossacarídeos, Dissacarídeos, Monossacarídeos e(And) PolióiS. São carboidratos que ao serem inapropriadamente digeridos são fermentados pela microbiota intestinal produzindo gases e substâncias que causam desconforto intestinal. Uma das táticas do tratamento da SII é retirar uma parte destes alimentos.

Atividade física regular é sempre indicada.

O tratamento medicamentoso passa pelo uso de antiespasmódicos (trimebutina, mebeverina, pinavério, otilônio, etc), antidepressivos (amitriptilina, imipramina, escitlalopram, etc), laxativos (polietilenoglicol, lactulona, sene, etc), fibras (Psyllium), probióticos, glutamina, antihistaminicos (ebastina), cetotifeno, ondansetrona, loperamida, antibióticos como a rifaximina. Drogas como lubiprostone, Linaclotide, ibodutant, relamorelin disponíveis nos EUA, porém ainda não no Brasil.
 

4) Qual o tratamento para a Síndrome do Intestino Irritável? Tem cura?

Trata-se de uma doença sem cura. É uma doença crônica, cujo tratamento foca no alivio dos sintomas, haja visto que as causas ainda não foram esclarecidas.
 

5) O que uma pessoa que tem os sintomas de SII, mas não foi diagnosticada, pode fazer?

A pessoa deve procurar um médico especialista em doenças intestinais para fazer o diagnóstico e orienta-la quanto ao tratamento.
 

6) A doença é comum? Quantas pessoas são acometidas por esse mal? Existem números oficiais? 

A Sindrome do Intestino Irritável é muito comum, estima se que cerca 20% da população.
 

7) A síndrome é hereditária? Fatores genéticos podem influenciar?

Não se trata de uma doença hereditária, porém fatores genéticos podem influenciar e aumentar a frequência da doença em pessoas que possuem familiares próximos acometidos.
 

8) Quais são os últimos avanços e tratamentos complementares que podem ajudar a melhorar a qualidade de vida de quem sofre com a SII?

Os avanços nas pesquisas apontam numa direção mais esclarecedora na causa da síndrome do intestino irritável. Cada vez mais, trabalhos mostram uma associação deste distúrbio funcional com alterações na mucosa intestinal, onde há um discreto enfraquecimento dessa mucosa, barreira protetora, e exposição de antígenos e desencadeamento de reações inflamatórias tênues, porém que são suficientes para desregular o sistema imune intestinal e o eixo cérebro intestinal causando os sintomas. Com o avançar das pesquisas mais drogas e novas abordagens entram no arsenal de tratamento do distúrbio.
Tratamentos complementares são interessantes com bons resultados. Pode se usar da hipnose, técnicas de relaxamento, psicoterapia, acupuntura, etc. Sendo a hipnose o que mais tem evidencias de melhora do quadro clínico.

10/07/2018 Biotipo Nenhum Comentário   297

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